terça-feira, 5 de janeiro de 2010

José Serra faz acordo com a Google.Google espalha câmeras para monitorar as ruasde São Paulo

Ser fotografado na rua em situações e locais constrangedores não é mais preocupação apenas de celebridades desde ontem na Grande São Paulo. O Google espalhou 20 carros equipados com câmeras que registrarão imagens em 360º para o serviço Street View, no qual é possível transitar virtualmente entre ruas das cidades, fachadas e pessoas.

O acordo entre a Google do Brasil e o governador paulista José Serra (PSDB) é registrar imagens em vias "acessíveis por carro", inclusive favelas, segundo Felix Ximenes, diretor do Google Brasil.

A empresa tomou precauções. Contratou especialistas em segurança para mapear possíveis "áreas de risco", onde os carros um tanto chamativos (vermelhos, adesivados e com uma torre de câmeras no teto) possam não ser bem recebidos. O Google não descarta usar proteção policial.

Os trabalhos começaram ontem, em regiões como a da avenida Paulista. Não há previsão para as imagens irem ao ar. Em outros países, a ideia foi recebida com protestos por conta da falta de privacidade.

domingo, 3 de janeiro de 2010

José Serra compra Ilha na Bahia e coloca no nome do cunhado

O Deputado Emiliano denuncia na Câmara Federal a farra de Paulo Souto (DEM) na Ilha do Urubu. O nebuloso e escandaloso caso da Ilha do Urubu, negociata promovida pelo ex-governador Paulo Souto (DEM) no apagar das luzes de seu governo, em novembro de 2006, foi denunciado (30.09.2009) pelo deputado Emiliano José (PT-BA) na Câmara Federal. O deputado afirmou que na verdade foi uma grande “farra do Urubu”. A história é escabrosa e envolve altos interesses do governador paulista José Serra e relações perigosas com a Iberdrola.

O parlamentar se fundamentou nas informações de uma Ação Popular que tramita no Tribunal de Justiça da Bahia. O caso envolve a doação de terras públicas da Ilha do Urubu, localizada em Porto Seguro, área da Costa do Descobrimento.

De acordo com o processo nº 356.983-3, no final de seu governo, Paulo Souto (DEM) doou a Ilha do Urubu aos herdeiros da família Martins, posseiros da área. Quatro meses depois os posseiros venderam as terras ilegalmente (tiram que preservá-las por cinco anos) por R$ 1 milhão ao empresário Gregório Marin Preciado.

Em seguida, Gregório Preciado revendeu o terreno ao mega especulador belga Philippe Meeus por R$ 12 milhões. O terreno vale hoje R$ 50 milhões.

E quem é afinal Gregório Marin Preciado?

O espanhol naturalizado brasileiro é casado com a prima de José Serra, governador de São Paulo, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB.

A ficha do Sr. Preciado não é boa.

Ele responde a uma ação penal do Ministério Público Federal por uma dívida de R$ 55 milhões, que foi perdoada irregularmente pelo Banco do Brasil. Ele tomou também um empréstimo de R$ 5 milhões no Banco do Brasil e deu a Ilha do Urubu como garantia, enquanto litigava com a família Martins, disputando a posse da Ilha.

Em 1993, Gregório Preciado havia contraído empréstimos no Banco do Brasil para duas empresas de sua propriedade: a Gremafer e a Acetato. Como Preciado não conseguiu pagar o débito, em 1995, entrou em cena o Sr. Ricardo Sérgio, que, na época, era diretor do Banco do Brasil e ficou conhecido por ser caixa das campanhas de José Serra e FHC. Ele conseguiu para Gregório Preciado um gracioso desconto de 16 milhões de reais na tal dívida.

Mesmo inadimplente, Preciado arrancou outro empréstimo de 2,8 milhões de dólares no mesmo Banco do Brasil. Reportagem de maio de 2002, da Folha de São Paulo, destacou que documentos internos do banco tratavam aquelas negociações como heterodoxas e atípicas, e por isso, o agente financeiro começou a listar os bens do Sr. Preciado para arrestá-los.

Foi assim que se descobriu a propriedade de um terreno valiosíssimo no bairro do Morumbi, onde José Serra era dono de metade e Gregório Preciado da outra parte. O terreno foi vendido rapidamente antes de o Banco do Brasil fazer o arresto e ambos foram beneficiados.

No ano de 1996, Ricardo Sérgio (diretor do Banco do Brasil com influencia na Previ) montou com Preciado o consórcio Guaraniana S/A. Segundo notícias da época, o mencionado consórcio foi composto pela Previ, Banco do Brasil e por fundos administrados pela instituição, e tem como sócia a Iberdrola, empresa gigante do setor energético. A Iberdrola deu a representação da Guaraniana a Gregório Marin Preciado.

Com o processo de privatização ocorrido no governo Fernando Henrique, o consórcio montado pelos dois, o tesoureiro e o parente de José Serra, entre 1997 e 2000, arrematou a baiana Coelba, a pernambucana Celpe e a potiguar Cosern, e Gregório Marin Preciado, de inadimplente do Banco do Brasil, passou a ser o todo poderoso representante da Iberdrola no consórcio montado.

O aprofundamento das relações de Paulo Souto, então governador, com Gregório Marin Preciado culminou na doação da Ilha do Urubu, no dia 20 de novembro de 2006, após a sua derrota nas eleições.

Diante do escândalo, uma equipe de técnicos da Coordenação de Desenvolvimento Agrário - CDA foi deslocada para Porto Seguro para fazer uma nova vistoria nas terras da Ilha do Urubu.

Por Oldack Miranda.

Imigrantes ilegais trabalham no serviço público britânico

Pelo menos 349 imigrantes ilegais trabalharam nos últimos quatro anos no Governo, Prefeituras e na Saúde pública britânica, segundo revelou hoje "The Mail on Sunday".

De acordo com o jornal, que obteve os dados com o respaldo da lei de liberdade de informação, algumas destas pessoas que estavam ilegalmente no Reino Unido trabalharam em áreas sensíveis da Administração, como o Escritório de Fronteiras - que paradoxalmente atua diretamente com imigração ilegal - e o Ministério do Interior.

O Ministério do Interior admitiu à publicação que tinha empregado, por meio de uma agência de sub-contratação, 12 imigrantes ilegais, 11 nigerianos e um nativo de Gana, que trabalharam como limpadores, cozinheiros e guardas de segurança.

Em conjunto, três departamentos governamentais, 34 autoridades locais e 54 fundações do Serviço Público de Saúde reconheceram ao jornal que, desde 2006, tinham tido como funcionários um total de 349 imigrantes sem direito de residir no Reino Unido.

Mais alagamentos e mortes na capital. E o governador José Serra passeando em Trancoso



Mais alagamentos na capital

Forte chuva causou ontem 29 pontos de alagamento em várias regiões. Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretou estado de atenção na cidade no final da tarde. Para hoje, há mais previsão de chuva

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) decretou ontem, às 17h20, estado de atenção em toda a capital. Sob chuva, com intensidade de moderada a forte, desde as 16h50, a capital registrou até 33 pontos de alagamento.

O Aeroporto de Congonhas ficou fechado das 17h15 às 17h50 para pousos e decolagens, segundo a Infraero.

O túnel do Vale do Anhangabaú, sentido zona sul, de acordo com a CET, foi fechado por quase duas horas e obrigou os motoristas a desviar pela Avenida Senador Queirós. O túnel do corredor norte-sul permaneceu interditado por cerca de uma hora na altura do Viaduto General Euclides Figueiredo nos dois sentidos.

Dois micro-ônibus ficaram ilhados nas zonas leste e norte. Na Avenida Ordem e Progresso, no Limão, o Corpo de Bombeiros foi acionado e resgatou com um bote 14 pessoas, entre elas 2 crianças. Na Avenida Itaquera, na zona leste, dez pessoas foram resgatadas. Não houve feridos.

O Jardim Romano, na zona leste, voltou a ter problemas ontem. O nível da água que já estava acumulada voltou a subir à tarde.

Motoristas ficaram ilhados em carros na Alameda Nothmann, junto à Alameda Barão de Campinas, região central, e na Avenida Pompeia, na zona oeste, que chegou a ficar interditada no sentido Vila Madalena após a queda de uma árvore. Na zona norte, um Gol branco rodava pela avenida com quatro ocupantes, quando o Corpo de Bombeiros chegou e conseguiu resgatá-los.

Segundo os bombeiros, houve queda de árvores em Interlagos e Guarapiranga, na zona sul. Na mesma região, considerada a área mais afetada, o teto de um imóvel desabou sobre uma pessoa. Não há informações sobre seu estado de saúde.

Os bairros mais atingidos pelo temporal foram Lapa, Pompeia, Butantã, Morumbi, Jabaquara, Campo Limpo, Vila Prudente e Ipiranga. Até o fechamento desta edição, São Paulo registrava 16 pontos de alagamento ativos e 9 regiões intransitáveis.

Para hoje há previsão de pancadas de chuva durante a tarde, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sol deve aparecer na capital e também no litoral. A temperatura deverá chegar a 30º ao longo do dia.

Governo Lula estuda ajuda financeira a brasileiros no Suriname

O Ministério das Relações Exteriores informou neste último sábado, 2, que o governo estuda a possibilidade de enviar ajuda financeira aos brasileiros que permanecem no Suriname após o ataque a 200 estrangeiros na véspera de Natal.

Na ocasião, cerca de 300 "marrons" (como são chamados os quilombolas no país) agrediram brasileiros, chineses e javaneses que estavam em Albina, cidade localizada a 150 km de Paramaribo, capital do Suriname. Houve agressões físicas, estupros e depredações. Por segurança, todos os brasileiros foram retirados do local.

A maioria deles está hospedada em hotéis de Paramaribo com as despesas pagas pelo governo brasileiro. De acordo com o Itamaraty, US$ 40 mil já foram gastos com hospedagem, medicamentos e envio de dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) ao local.

O ministério informou que seis diplomatas fazem o mapeamento das perdas sofridas por brasileiros apenas por meio de relatos. O Itamaraty destacou que o tema é "juridicamente complicado" diante da situação ilegal dos brasileiros no país vizinho e da dificuldade em utilizar dinheiro público para iniciativas no exterior. A previsão é que o tipo de ajuda enviada pelo governo brasileiro seja definido nos próximos dias.

Familia de tranbiqueiros: Marido da sogra de Arruda é citado em grampo



O repasse de dinheiro supostamente proveniente do esquema de corrupção no governo do Distrito Federal a Heraldo Paupério, marido da sogra do governador José Roberto Arruda, é tema de um das gravações feitas pelo ex-secretário Durval Barbosa.

Em conversa gravada em 23 de outubro, com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arruda pergunta se Paupério ainda estava advogando para Durval. Diante da resposta positiva, o governador demonstra surpresa quando o ex-secretário lhe diz que já havia dado R$ 400 mil a Paupério.

Em seguida, Arruda faz uma confidência: diz que sua sogra, Wilma Peres, vinha reclamando do fato de outros advogados, como o ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, terem sido contratados para defender Durval Barbosa.

"Ele (Paupério) não toca no assunto comigo. A minha sogra reclama. Reclama do tipo assim, como seu tivesse sido responsável por ter botado o Aristides e tirado ele (Paupério)", diz o governador. Em seguida, Arruda pergunta: "Nós devemos a ele?". Durval diz: "Uns R$ 100 mil". O governador, então, decide: "Vamos pagar, então, vamos?". O dinheiro seria retirado de um lote que Durval havia acabado de receber, como propina, de empresas de informática. "Cem você paga o Heraldo e o resto é seu", diz Arruda.

De acordo com as investigações da PF, Arruda autorizou Durval Barbosa a pagar os advogados com dinheiro do caixa da propina como forma de evitar que ele tornasse público os vídeos que revelavam a corrupção no governo. O "auxílio" do governador não foi suficiente para evitar que Durval acertasse com o Ministério Público o acordo de delação premiada que deu origem à investigação que pode lhe custar o mandato. Os advogados pagos com o dinheiro da propina atuavam em processos cíveis e criminais a que Durval responde, muitos deles por corrupção no período em que trabalhou no governo de Joaquim Roriz, antecessor e hoje arqui-inimigo político de Arruda. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Família de Arruda compra R$ 1,3 mi em imóveis no DF

A recente expansão do patrimônio imobiliário do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), se estende a agregados da família. São imóveis comprados - com valores declarados abaixo dos preços de mercado - desde a vitória de Arruda nas eleições de 2006. Só em 2009, a atual sogra do governador, a professora aposentada Wilma Vitoriana de Mello Peres, comprou dois apartamentos em Águas Claras, o mais novo paraíso dos investimentos no mercado imobiliário de Brasília.

Dois filhos do governador - um deles estudante - compraram outros dois apartamentos na região recentemente. E a primeira-dama, Flávia Arruda, registrou em março a propriedade de um imóvel no mesmo prédio em que a mãe fez negócio. Juntos, esses cinco imóveis valem, pelo menos, R$ 1,3 milhão.

Esses apartamentos revelam um crescimento de mais de 1.000% no patrimônio de Arruda em relação aos valores informados por ele nas declarações de renda entregues à Justiça Eleitoral nas duas últimas eleições. Agora, descobre-se que, desde a vitória nas eleições de 2006, mais imóveis foram comprados em nome dos filhos, além dos bens adquiridos pela sogra e a atual mulher.

Arruda á apontado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, como o líder do suposto esquema de propinas que ficou conhecido como mensalão do DEM. O ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, seria o responsável pela arrecadação de dinheiro entre empresas que mantinham contratos com o governo e pela distribuição dos pagamentos a integrantes do esquema.

Imóveis subvalorizados

Os apartamentos registrados em nome da sogra do governador foram comprados em abril e agosto de 2009. Wilma e Paupério negaram-se a revelar a origem do dinheiro usado nessas aquisições. Pelos valores declarados oficialmente, os dois imóveis - um apartamento de três quartos e uma quitinete - teriam custado R$ 219 mil. O valor de mercado, porém, é superior. A quitinete, que no papel teria sido adquirida por R$ 49 mil, vale R$ 140 mil. O apartamento também está subvalorizado. Ao cartório, Wilma informou ter fechado o negócio por R$ 170 mil. Apartamentos semelhantes, no mesmo prédio, são vendidos a R$ 350 mil, segundo imobiliárias.

No mesmo edifício, a primeira-dama Flávia Peres Arruda também adquiriu uma quitinete. Flávia declarou ter pago R$ 50 mil, menos da metade do valor de mercado.

Filhos

Há outros dois apartamentos em nome de filhos de Arruda. Um deles, de 120 metros quadrados, foi registrado em abril de 2008 por Fernando Sant?Ana Arruda, de 23 anos. Valor registrado em cartório: R$ 170 mil. No mesmo condomínio, outra filha do governador, Bruna Sant?Ana Arruda, de 32 anos, comprou apartamento em dezembro de 2006. Ao cartório, Bruna informou ter pago R$ 157 mil. Cada um vale hoje R$ 350 mil. Fernando Arruda é estudante. Bruna, formada em Direito, trabalha como assessora no Tribunal de Justiça do DF.

Os dois filhos de Arruda declararam ter comprado os apartamentos da Cooperativa Habitacional Econômica Primavera, criada em 1992 por empregados do Metrô do Distrito Federal. Nas investigações da PF, o Metrô é apontado por Durval Barbosa como uma das fontes de renda do esquema. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Jornal 'Washington Times' demite 40% dos funcionários

O jornal The Washington Times, a voz conservadora na capital dos Estados Unidos e subsidiado durante mais de duas décadas pela Igreja da Unificação, demitiu 40% de seus funcionários e fechou este fim de semana suas editorias de esportes e cobertura local.

O Washington Times, fundado em 1982 por Sun Myung Moon, manteve-se em operações apesar de numerosas perdas e proporcionou uma alternativa à hegemonia do diário The Washington Post, mas, assim como toda a imprensa escrita americana, enfrenta a mudança no mercado das comunicações.

O presidente e diretor do diário, Jonathan Slevin, afirmou, em comunicado, que, a partir de 4 de janeiro, o jornal será publicado apenas de segunda a sexta-feira e estará centrado na cobertura de assuntos políticos, empresas, negócios e "jornalismo investigativo".

O jornal, que foi pioneiro na diagramação e composição de páginas, tinha uma circulação de cerca de 83,5 mil exemplares entre segunda e sexta-feira, e cerca de 46 mil exemplares em sua edição dominical.

"Nosso plano, que se sustenta nas realidades do mercado e olha para o futuro, é uma resposta à recessão econômica, as pressões financeiras na indústria das notícias e nossa transição para uma empresa multimídia do século XXI", afirmou Slevin.

O filho do mundo: mídia brasileira se incomoda com destaques europeus para Lula


Le Monde, El País, Financial Times são alguns dos jornais deste mundo cujas opiniões contam. Suas palavras assentadas na reputação intelectual e profissional legitimam ou não fatos ocorridos no âmbito político, econômico e social. Esses três jornais europeus, neste final de ano, colocaram o presidente Luís Inácio Lula da Silva no topo de suas listas de personalidades do ano. O "filho do Brasil" transforma-se em "filho do mundo".

O fato parece ter incomodado os jornais mais relevantes por aqui. Talvez digiram mal outras visões de mundo, que nos chegam com velocidade e sem controle.

Em outro tempo, as notícias sobre essa distinção internacional do presidente Lula demorariam semanas para atravessar os mares e chegarem para poucos. Agora, em um clique, milhões, ficam sabendo que, para muitos, lá fora "Lula é o cara".

Para a mídia tradicional brasileira só resta publicar, no outro dia, as boas e más notícias. Mas o atraso tecnológico midiático poderia se transformar em oportunidade: interpretações e opiniões competentes, embasadas em boa informação, a favor e contra, sobre os fatos do dia anterior.

A mediação que a imprensa nacional fazia entre o mundo e o Brasil enfraqueceu e perdeu a razão de ser. Hoje o brasileiro alfabetizado vai direto aos grandes veículos de comunicação internacionais e interage pela internet com a constelação formada pela rede social. E, a partir daí, cria sua opinião.

Ainda sobre Lula, "o cara", a notícia nacional é quase sempre uma opinião, que beira o esboço. Um estado jornalístico insustentável, frente a um tipo de leitor, cada dia mais bilíngüe, que já não casa com um determinado veículo de comunicação "até que a morte os separe".

As novas extensões do homem, articuladas a partir das inovações tecnológicas e do novo social, transformaram a criação, a produção e as formas de comunicação e de relacionamento. No novo ambiente sócio-tecnológico é irrelevante pensar nas questões relacionais e comunicacionais, entre elas as notícias, a partir de um instrumental superado e adequado às guerras delineadas em territórios definidos, defendidos por tropas identificadas e dependentes quase exclusivamente de máquinas e orientadas por um comando e controle centralizados.

A notícia circula cada vez mais em um universo sem centro e sem periferia. Quem discorda, por exemplo, dos rankings dos jornalões europeus, têm liberdade e tecnologia para criar suas próprias listas. Você se anima? De: Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP).